martes, 12 de enero de 2010
(*)Ednardo
(*)Ednardo iniciou a carreira na década de 1970 ao lado de seus conterrâneos Fagner, Belchior e Amelinha. O clã ficou conhecido como "Pessoal do Ceará". Ednardo é compositor e autor de mais de trezentas e cinquenta obras e canções, entre as quais a canção "Pavão Mysterioso", tema da novela Saramandaia. Letra e música realizada no tempo da repressão e ditadura militar no Brasil. Gravada em 1974 e o grande público teve conhecimento em 1976, após a música ser incluida como abertura da novela/folhetim eletrônico Saramandaia. Neste vídeo ele conversa com a platéia, e canta "A Manga Rosa" outra de suas músicas censuradas na época.
miércoles, 30 de diciembre de 2009
viernes, 25 de diciembre de 2009
miércoles, 4 de noviembre de 2009
Pintura
lunes, 26 de octubre de 2009
domingo, 25 de octubre de 2009
Poetas do Maranhão
LÍLIA DINIZ
“Liça muié”
me rio
me lua
me pote
me jacá
me poço me mato
me pilão me barro
me azeite me açude
me abane me esteira
me cabaça me quibane me cacimba
me vagalume me lamparina
me poetiso
em ti
Afogada
Náufraga no açude
dos teus beijos
pesco estrelas
no céu da tua boca
É apenas um convite para que visitem o blog da autora, onde tem mais:
http://lilia-diniz.blog.uol.com.br/
HAICAIS AO SOL
II Antologia Haicais 2008
CoordenaçãO; Débora Novaes de Castro
São Paulo: Vip Editora, 2008
(uma seleção aleatória)
BENEDITA AZEVEDO(Benedita Silva Azevedo, Itapecuru-Mirim, Maranhão,
reside em Magé, RJ)
Manhã de janeiro —
Por cima do muro a flor
do hibisco vermelho.
*
Retalhos de sol
na trilha da caminhada —
Canta o bem-te-vi
*
Na grama do sítio,
o pisca-pisca festivo —
Voam vaga-lume.
ADAILTON MEDEIROS
Nasceu em Caxias, Maranhão, em 1930 e estudou jornalismo em Niterói, Rio de Janeiro., e depois mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Livros de poesia: O Sol Fala aos Sete Reis das Leis das Aves e Bandeira Vermelha.
AUTO-RETRATO
Diante do espelho grande do tempo
sinto asco
tenho ódio
descubro que não sou mais menino
Aos 50 anos (hoje — 16 / 7 / 88 (câncer) sábado — e sempre
com medo olhando para trás e para os lados)
questiono-me (lagarto sem rabo):
— como deve ser bom
nascer crescer envelhecer e morrer
Diante do espelho grande na porta
(o nascido no jirau: meu nobre catre) choro-me:
feto asno velhote pétreo ser incomunicável
sem qualquer detalhe que eu goste
(Um espermatozóide feio e raquítico)
Como nas cartas do tarô onde me leio
— eis-me aqui espelho grande quebrado ao meio
“Liça muié”
me rio
me lua
me pote
me jacá
me poço me mato
me pilão me barro
me azeite me açude
me abane me esteira
me cabaça me quibane me cacimba
me vagalume me lamparina
me poetiso
em ti
Afogada
Náufraga no açude
dos teus beijos
pesco estrelas
no céu da tua boca
É apenas um convite para que visitem o blog da autora, onde tem mais:
http://lilia-diniz.blog.uol.com.br/
HAICAIS AO SOL
II Antologia Haicais 2008
CoordenaçãO; Débora Novaes de Castro
São Paulo: Vip Editora, 2008
(uma seleção aleatória)
BENEDITA AZEVEDO(Benedita Silva Azevedo, Itapecuru-Mirim, Maranhão,
reside em Magé, RJ)
Manhã de janeiro —
Por cima do muro a flor
do hibisco vermelho.
*
Retalhos de sol
na trilha da caminhada —
Canta o bem-te-vi
*
Na grama do sítio,
o pisca-pisca festivo —
Voam vaga-lume.
ADAILTON MEDEIROS
Nasceu em Caxias, Maranhão, em 1930 e estudou jornalismo em Niterói, Rio de Janeiro., e depois mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Livros de poesia: O Sol Fala aos Sete Reis das Leis das Aves e Bandeira Vermelha.
AUTO-RETRATO
Diante do espelho grande do tempo
sinto asco
tenho ódio
descubro que não sou mais menino
Aos 50 anos (hoje — 16 / 7 / 88 (câncer) sábado — e sempre
com medo olhando para trás e para os lados)
questiono-me (lagarto sem rabo):
— como deve ser bom
nascer crescer envelhecer e morrer
Diante do espelho grande na porta
(o nascido no jirau: meu nobre catre) choro-me:
feto asno velhote pétreo ser incomunicável
sem qualquer detalhe que eu goste
(Um espermatozóide feio e raquítico)
Como nas cartas do tarô onde me leio
— eis-me aqui espelho grande quebrado ao meio
jueves, 1 de octubre de 2009
Mais de 5.000 visitantes...
Gente mais de cinco mil visitantes!!!
de muitos países.
Coisa boa, só tenho que agradecer a todos.
No Brasil, cultura pouca é bobagem,
dá em pé de bananeira, de manga, o solo
é fértil de artistas, que crescem e aparecem
por todo canto, em todos os cantos deste país.
Isso é o reflexo de nossa alegria, de nossa
ESPERANÇA, em meio à miséria de nossas governanças.Temos fome do que nos ENCANTA, apesar da fome
da mesa. Somos um povo cheio de contradições e
diferenças, como todos os outros, afinal, fazemos
parte deste grande grupo que se chama (ainda),
RAÇA HUMANA.
Muito obrigada!
de muitos países.
Coisa boa, só tenho que agradecer a todos.
No Brasil, cultura pouca é bobagem,
dá em pé de bananeira, de manga, o solo
é fértil de artistas, que crescem e aparecem
por todo canto, em todos os cantos deste país.
Isso é o reflexo de nossa alegria, de nossa
ESPERANÇA, em meio à miséria de nossas governanças.Temos fome do que nos ENCANTA, apesar da fome
da mesa. Somos um povo cheio de contradições e
diferenças, como todos os outros, afinal, fazemos
parte deste grande grupo que se chama (ainda),
RAÇA HUMANA.
Muito obrigada!
jueves, 24 de septiembre de 2009
(*) Patativa do Assaré
(*)Patativa do Assaré era o nome artístico (pseudônimo) de Antônio Gonçalves da Silva. Nasceu em 5 de março de 1909, na cidade de Assaré (estado do Ceará). Foi um dos mais importantes representantes da cultura popular nordestina.
Retirado do site: http://www.suapesquisa.com/biografias/patativa_assare.htm
O Peixe
Tendo por berço o lago cristalino,
Folga o peixe, a nadar todo inocente,
Medo ou receio do porvir não sente,
Pois vive incauto do fatal destino.
Se na ponta de um fio longo e fino
A isca avista, ferra-a insconsciente,
Ficando o pobre peixe de repente,
Preso ao anzol do pescador ladino.
O camponês, também, do nosso Estado,
Ante a campanha eleitoral, coitado!
Daquele peixe tem a mesma sorte.
Antes do pleito, festa, riso e gosto,
Depois do pleito, imposto e mais imposto.
Pobre matuto do sertão do Norte!
viernes, 18 de septiembre de 2009
jueves, 17 de septiembre de 2009
Se tudo pode acontecer
Composição: Arnaldo Antunes / Paulo Tatit / Alice Ruiz / João Bandeira
Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa
Um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão
E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira
Eu quero que esse momento dure a vida inteira
E além da vida ainda de manhã no outro dia
Se for eu e você
Se assim acontecer. . .
Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa
Um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão
E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira
Eu quero que esse momento dure a vida inteira
E além da vida ainda de manhã no outro dia
Se for eu e você
Se assim acontecer. . .
Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa
Um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão
E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira
Eu quero que esse momento dure a vida inteira
E além da vida ainda de manhã no outro dia
Se for eu e você
Se assim acontecer. . .
Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa
Um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão
E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira
Eu quero que esse momento dure a vida inteira
E além da vida ainda de manhã no outro dia
Se for eu e você
Se assim acontecer. . .
miércoles, 9 de septiembre de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
Afrodite

Obra de Ricardo Kersting, em mármore carrara
Quando vi esta peça de Ricardo Kersting,
tive que me curvar diante da sua obra.
Este ser que cresce aos nossos olhos,
exibindo seu corpo perfeito não voa, encontra-se
em ascensão. Ao mesmo tempo que ainda pode
ser tocada, uma última vez, por mãos humanas.
A solidez e a feminilidade das curvas dão
a esta Afrodite, o brilho da deusa e o desejo
da mulher, o movimento do que está no alto e a
maciez da pele e do toque, uma síntese perfeita
do que está além do artista e daquilo que é feito
por suas próprias mãos. Afrodite é uma ideia e
uma realização, uma obra de mestre!
sábado, 25 de julio de 2009
jueves, 23 de julio de 2009
jueves, 9 de julio de 2009
Repouso de Helena (Detalhe) - Escultura de Ricardo Kersting

UMA VISÃO PARTICULAR
Voltei com uma escultura de Ricardo Kersting.
Por quê? Creio que porque estou com meu feminino
a flor da pele e, esta Helena que repousa seus
sentidos como se emergisse do mar, das águas
tranquilas, parece expor exatamente isto: sua face
mais doce. Não digo com isso que o masculino não
possa ser gentil, meigo, só que culturalmente ao
homem é impingida uma força e uma violência que
de fato, se torna mais uma carga pesada e dolorosa,
do que uma marca do gênero.
Ao trazer à tona a face de Helena, ela surge ainda
nublada, seus traços ainda não são totalmente visíveis
e perfeitos, eis então uma visão suave e perfectível,
pronta para despertar e dar a mão à vida.
Ela fala em seu repouso, justamente porque está prestes
a realizar um movimento, a se levantar e sair da pedra
e caminhar - percebendo que seus próprios pés é que fazem
o caminho.
viernes, 12 de junio de 2009
Nei Duclós
É BOM O MAR
É bom o mar
não ter dono
Não ser potro
nem mordomo
Poder engolir
Netuno
Espumar sal
das esferas
Ninguém pasta
no seu dorso
Nenhum nó
ata sua vela
Gávea que traz
no bojo
Bóia que a flor
navega
Como repasto
de pedra
Como fermento
de estrela
São peixes
fora do espelho
São aves
em assembléia
O bom do mar
é que dançam
numa volúpia
serena
os versos feitos
por anjos
que estudam
com muito esmero
o mar, esse Deus
travesso
que se bobear
pega praia
É bom o mar
não ter dono
Não ser potro
nem mordomo
Poder engolir
Netuno
Espumar sal
das esferas
Ninguém pasta
no seu dorso
Nenhum nó
ata sua vela
Gávea que traz
no bojo
Bóia que a flor
navega
Como repasto
de pedra
Como fermento
de estrela
São peixes
fora do espelho
São aves
em assembléia
O bom do mar
é que dançam
numa volúpia
serena
os versos feitos
por anjos
que estudam
com muito esmero
o mar, esse Deus
travesso
que se bobear
pega praia
miércoles, 20 de mayo de 2009
Esperar… do poeta potiguar Luiz Patriota (1899 - 19780) - Consagrado com o "Poema das Jangadas"
Tela O Absinto de DEGAS
Quem, porventura, neste labirinto
— a vida — em que tudo passa
não esvazia também a sua taça
de fel e de absinto?
Hoje ou depois, cedo ou mais tarde (é condição
natural do Gênero Humano!)
cada qual tem o seu quinhão
de sofrimento, dor e desengano
Não me maldigo, pois, se em meio do trajeto
da vida vou rolando — inútil caminheiro —
qual um ser abjeto,
sem que possa tomar outro roteiro…
Quantos, como eu, existem de alma supliciada
pelo estigma da dor!…
No entanto esperam ver ainda realizada
antes do fim da acidental jornada
a doce aspiração do seu amor!
Espero, embora às vezes desespere
no dilema — vencer ou ser vencido…
É sobre-humana, aliás, a resistência
que para alcançar o meu ideal querido
ofereço, em meio à luta que me fere
sem dó e sem clemência…
Esperar é confiar.
É um meio assaz esplêndido e sereno
esse de a gente
indiferentemente
hesitando entre o bálsamo e o veneno
as maiores desgraças suportar!
jueves, 7 de mayo de 2009
miércoles, 6 de mayo de 2009
domingo, 3 de mayo de 2009
Kuarup

O Quarup (Kuarup) é um ritual de homenagem aos mortos ilustres celebrado pelos povos indígenas da região do Xingu, no Brasil. O rito é centrado na figura de Mawutzinin, o demiurgo e primeiro homem do mundo da sua mitologia. Kuarup também é o nome de uma madeira. Em sua origem o Quarup teria sido um rito que objetivava trazer os mortos de novo à vida.
Site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Quarup
lunes, 27 de abril de 2009
viernes, 10 de abril de 2009
jueves, 9 de abril de 2009
Flor Amorosa
Composição: Joaquim Callado e Catullo da Paixão Cearense
Intérprete: Altamiro Carrilho (flauta)
Intérprete: Altamiro Carrilho (flauta)
lunes, 30 de marzo de 2009
jueves, 19 de marzo de 2009
sábado, 7 de marzo de 2009
Teorema - Bruno Giorgi

Escultor e pintor. Bruno Giorgi (Mococa SP 1905 - Rio de Janeiro RJ 1993)
Em 1911 muda-se com a família para Roma. No início da década de 20 estuda desenho e escultura. Após cumprir quatro anos de pena por conspiração contra o regime fascista, é extraditado para o Brasil em 1935. Em Paris, em 1937, freqüenta as academias La Grande Chaumière e Ranson e conhece Aristide Maillol, que passa a orientá-lo. Convive com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em São Paulo,em 1939, trabalha com os artistas do Grupo Santa Helena e participa da Família Artística Paulista. Em 1943, a convite do ministro Gustavo Capanema, vai a trabalho para o Rio de Janeiro e monta seu ateliê na Praia Vermelha, onde passa a dar aulas, entre outros, para Francisco Stockinger. Os monumentos públicos de sua autoria que mais se destacam: Monumento à Juventude Brasileira, 1947, nos jardins do Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio da Cultura, no Rio de Janeiro; Candangos, 1960, na Praça Três Poderes, e Meteoro, 1967, no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; Integração, 1989, no Memorial da América Latina, em São Paulo.
* Extraído do BLOG: http://www.pinturabrasileira.com/artistas_bio.asp?cod=9&in=1
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