jueves, 25 de febrero de 2010

sábado, 13 de febrero de 2010

viernes, 12 de febrero de 2010


outra vez aqui –
céu e mar se confundem
na minhas retinas

Gustavo Felicíssimo

Cessou o aguaceiro.
Há bolhas novas nas folhas
do velho salgueiro.

Guilherme de Almeida

Parou a chuva
o pintor mergulha o pincel
no arco-íris

Eugénia Tabosa

No cimento quente,
A ilusão de um oásis:
Vaso de samambaias

Edson Kenji Iura

tarde cinza
borboleta amarela
toda luz do dia

Alexandre Brito

domingo, 7 de febrero de 2010

martes, 2 de febrero de 2010

Beatriz Milhazes*





*Mais informações e biografia no site: http://www.escritoriodearte.com/Beatriz-Milhazes.asp#biografia

martes, 12 de enero de 2010

(*)Ednardo



(*)Ednardo iniciou a carreira na década de 1970 ao lado de seus conterrâneos Fagner, Belchior e Amelinha. O clã ficou conhecido como "Pessoal do Ceará". Ednardo é compositor e autor de mais de trezentas e cinquenta obras e canções, entre as quais a canção "Pavão Mysterioso", tema da novela Saramandaia. Letra e música realizada no tempo da repressão e ditadura militar no Brasil. Gravada em 1974 e o grande público teve conhecimento em 1976, após a música ser incluida como abertura da novela/folhetim eletrônico Saramandaia. Neste vídeo ele conversa com a platéia, e canta "A Manga Rosa" outra de suas músicas censuradas na época.

miércoles, 30 de diciembre de 2009

MESTRE VITALINO







Centenário de Mestre Vitalino

Vitalino Pereira dos Santos (1909 - 1963)

Caruaru - Pernambuco Brasil

















viernes, 25 de diciembre de 2009

Enrico Bianco






Vaso com Flores
14 x 10 cm
Óleo sobre cartão
(1986)

Cícero Dias


Composição sem título
(1986)
Óleo sobre tela
72 x 60 cm
Acervo Ranulpho
Galeria de Arte

miércoles, 4 de noviembre de 2009

Pintura

O maranhense Marçal Athayde telas da mostra na sexta (5) na H. Rocha Galeria de Arte. São sete óleos sobre tela em grandes formatos.




lunes, 26 de octubre de 2009

domingo, 25 de octubre de 2009

Poetas do Maranhão

LÍLIA DINIZ

“Liça muié”

me rio
me lua
me pote
me jacá
me poço me mato
me pilão me barro
me azeite me açude
me abane me esteira
me cabaça me quibane me cacimba
me vagalume me lamparina
me poetiso
em ti


Afogada

Náufraga no açude
dos teus beijos
pesco estrelas
no céu da tua boca



É apenas um convite para que visitem o blog da autora, onde tem mais:

http://lilia-diniz.blog.uol.com.br/



HAICAIS AO SOL
II Antologia Haicais 2008
CoordenaçãO; Débora Novaes de Castro
São Paulo: Vip Editora, 2008
(uma seleção aleatória)

BENEDITA AZEVEDO(Benedita Silva Azevedo, Itapecuru-Mirim, Maranhão,
reside em Magé, RJ)

Manhã de janeiro —
Por cima do muro a flor
do hibisco vermelho.

*
Retalhos de sol
na trilha da caminhada —
Canta o bem-te-vi

*
Na grama do sítio,
o pisca-pisca festivo —
Voam vaga-lume.



ADAILTON MEDEIROS

Nasceu em Caxias, Maranhão, em 1930 e estudou jornalismo em Niterói, Rio de Janeiro., e depois mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Livros de poesia: O Sol Fala aos Sete Reis das Leis das Aves e Bandeira Vermelha.

AUTO-RETRATO

Diante do espelho grande do tempo
sinto asco
tenho ódio
descubro que não sou mais menino
Aos 50 anos (hoje — 16 / 7 / 88 (câncer) sábado — e sempre
com medo olhando para trás e para os lados)
questiono-me (lagarto sem rabo):
— como deve ser bom
nascer crescer envelhecer e morrer


Diante do espelho grande na porta
(o nascido no jirau: meu nobre catre) choro-me:
feto asno velhote pétreo ser incomunicável
sem qualquer detalhe que eu goste
(Um espermatozóide feio e raquítico)


Como nas cartas do tarô onde me leio
— eis-me aqui espelho grande quebrado ao meio

jueves, 1 de octubre de 2009

Mais de 5.000 visitantes...

Gente mais de cinco mil visitantes!!!
de muitos países.
Coisa boa, só tenho que agradecer a todos.
No Brasil, cultura pouca é bobagem,
dá em pé de bananeira, de manga, o solo
é fértil de artistas, que crescem e aparecem
por todo canto, em todos os cantos deste país.
Isso é o reflexo de nossa alegria, de nossa
ESPERANÇA, em meio à miséria de nossas governanças.Temos fome do que nos ENCANTA, apesar da fome
da mesa.
Somos um povo cheio de contradições e
diferenças, como todos os outros, afinal, fazemos
parte deste grande grupo que se chama (ainda),
RAÇA HUMANA.
Muito obrigada!

viernes, 18 de septiembre de 2009

jueves, 17 de septiembre de 2009

Se tudo pode acontecer

Composição: Arnaldo Antunes / Paulo Tatit / Alice Ruiz / João Bandeira


Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa
Um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão
E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira
Eu quero que esse momento dure a vida inteira
E além da vida ainda de manhã no outro dia
Se for eu e você
Se assim acontecer. . .

Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa
Um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão
E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira
Eu quero que esse momento dure a vida inteira
E além da vida ainda de manhã no outro dia
Se for eu e você
Se assim acontecer. . .

miércoles, 9 de septiembre de 2009

sábado, 8 de agosto de 2009

Afrodite


Obra de Ricardo Kersting, em mármore carrara


Quando vi esta peça de Ricardo Kersting,
tive que me curvar diante da sua obra.
Este ser que cresce aos nossos olhos,
exibindo seu corpo perfeito não voa, encontra-se
em ascensão. Ao mesmo tempo que ainda pode
ser tocada, uma última vez, por mãos humanas.
A solidez e a feminilidade das curvas dão
a esta Afrodite, o brilho da deusa e o desejo
da mulher, o movimento do que está no alto e a
maciez da pele e do toque, uma síntese perfeita
do que está além do artista e daquilo que é feito
por suas próprias mãos. Afrodite é uma ideia e
uma realização, uma obra de mestre!

jueves, 23 de julio de 2009

Márcio Melo
















A cortina de renda, 2008
Márcio Melo ( Brasil)
Acrílica sobre tela, 61cm x 76 cm

jueves, 9 de julio de 2009

Repouso de Helena (Detalhe) - Escultura de Ricardo Kersting


















UMA VISÃO PARTICULAR

Voltei com uma escultura de Ricardo Kersting.
Por quê? Creio que porque estou com meu feminino
a flor da pele e, esta Helena que repousa seus
sentidos como se emergisse do mar, das águas
tranquilas, parece expor exatamente isto: sua face
mais doce. Não digo com isso que o masculino não
possa ser gentil, meigo, só que culturalmente ao
homem é impingida uma força e uma violência que
de fato, se torna mais uma carga pesada e dolorosa,
do que uma marca do gênero.
Ao trazer à tona a face de Helena, ela surge ainda
nublada, seus traços ainda não são totalmente visíveis
e perfeitos, eis então uma visão suave e perfectível,
pronta para despertar e dar a mão à vida.
Ela fala em seu repouso, justamente porque está prestes
a realizar um movimento, a se levantar e sair da pedra
e caminhar - percebendo que seus próprios pés é que fazem
o caminho.