viernes, 30 de julio de 2010

Tatuagem na água (Jaci Bezerra)















No Recife me perco e me inauguro
Pisando acácias e águas machucadas,
No bolso o sol ferido, um sol maduro
Escorre, úmido, e acende a madrugada.
Uma árvore brota no meu peito impuro
acalentando a infância que, abismada,
brinca dentro de mim e dói no escuro
sempre por um menino acompanhada.
Nunca a essa cidade fui perjuro
nem nuca a reneguei, talvez por isso
ela me planta e aninha entre os seus muros,
e eu a carrego em mim, arrebatado,
apodrecendo nos mangues dos seus vícios
e amando como se nunca houvesse amado.

4 comentarios:

Sonhadora dijo...

Minha querida Cynthia
Um poema maravilhoso.

Beijinhos
Sonhadora

A.S. dijo...

Cynthia...

Que tão doce poema seja a chave para doces noites de amor!


Beijossss
AL

Cynthia Lopes dijo...

Com certeza Flor, eu também me apaixonei por este poema, que bom poder compartilhar com vc! bjs

Cynthia Lopes dijo...

Obrigada meu doce poeta!
bjs